GASTROENTEROLOGIA BASEADA EM EVIDÊNCIAS  

DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO

           

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      A doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), que se manifesta principalmente pôr azia, está entre as doenças mais comuns do aparelho digestivo alto, ao lado da dispepsia funcional (conhecida popularmente como gastrite nervosa).

  Quase 30% da população mundial têm azia ou pirose (azia que sobe pela garganta), pelo menos uma vez pôr mês. Desde a infância, a doença do refluxo (DRGE) é freqüente, o bebê chiador até 6 meses apresenta, provavelmente DRGE. Nas crianças maiores pode estar associada a asma brônquica.

     No adulto, além de azia, a DRGE pode causar regurgitação (golfadas). Sintomas inespecíficos ou atípicos podem se manifestar, como: eructação (gases), disfagia (entalo), dor torácica ou abdominal, hipersalivação, rouquidão, digestão lenta e sintomas respiratórios. Estes sintomas são devidos ao refluxo de material do estômago para o esôfago ou acima do esôfago.

       A endoscopia só detecta 40-50% da DRGE, quando identifica a esofagite erosiva ou não erosiva, que é a complicação mais freqüente. A biópsia do esôfago é importante, pois pode detectar no exame histo-patológico, uma alteração pré cancerígena, o esôfago de Barret. Quando a endoscopia é normal, o exame de PH METRIA das 24 horas pode fazer o diagnóstico da DRGE em 80-85% dos casos. O teste com inibidor da bomba de prótons (IBP), remédio antiácido, na prática é mais conclusivo que os exames complementares.

       Na maioria dos casos DRGE é uma doença não complicada, embora recidivante. Só nos casos que a endoscopia detecta lesões mais profundas, tipo grau C da Classificação de Los Angeles ou grau 3 de Allison ou mesmo complicações, é que precisa de acompanhamento com exames endoscópicos periódicos.

Esofagite Grau I de Savary-Miller  Grau II Grau III de Savary-Miller Grau IV  

         Esôfago de Barret

  Quase 30% da população mundial têm azia ou pirose (azia que sobe pela garganta), pelo menos uma vez pôr mês. Desde a infância, a doença do refluxo (DRGE) é freqüente, o bebê chiador até 6 meses apresenta, provavelmente DRGE. Nas crianças maiores pode estar associada a asma brônquica.

     No adulto, além de azia, a DRGE pode causar regurgitação (golfadas). Sintomas inespecíficos ou atípicos podem se manifestar, como: eructação (gases), disfagia (entalo), dor torácica ou abdominal, hipersalivação, rouquidão, digestão lenta e sintomas respiratórios. Estes sintomas são devidos ao refluxo de material do estômago para o esôfago ou acima do esôfago.

       A endoscopia só detecta 40-50% da DRGE, quando identifica a esofagite erosiva ou não erosiva, que é a complicação mais freqüente. A biópsia do esôfago é importante, pois pode detectar no exame histo-patológico, uma alteração pré cancerígena, o esôfago de Barret. Quando a endoscopia é normal, o exame de PH METRIA das 24 horas pode fazer o diagnóstico da DRGE em 80-85% dos casos. O teste com inibidor da bomba de prótons (IBP), remédio antiácido, na prática é mais conclusivo que os exames complementares.

       Na maioria dos casos DRGE é uma doença não complicada, embora recidivante. Só nos casos que a endoscopia detecta lesões mais profundas, tipo grau C da Classificação de Los Angeles ou grau 3 de Allison ou mesmo complicações, é que precisa de acompanhamento com exames endoscópicos periódicos.

Esofagite Grau I de Savary-Miller  Grau II Grau III de Savary-Miller Grau IV  

         Esôfago de Barret

O tratamento visa melhorar os sintomas e "prevenir" o câncer de esôfago.

Como medidas comportamentais são recomendáveis:

1. Elevar a cabeceira da cama em 10 a 15cm.    

       2. Reduzir o peso quando sobrepeso ou obesidade.

    3. Evitar deitar após as refeições.

    4. Diminuir ou parar o fumo, álcool, gordura , chocolate, café, chás, doce e frutas ácidas.

      O melhor medicamento é inibidor da secreção ácida: Omeprazol ou Lansoprazol ou Pantoprazol ou Rabeprazol ou Esomeprazol.

          Um mês de tratamento melhora 80% das pessoas. Três meses melhora quase 100% das pessoas. Os que não melhoram, rever o diagnóstico, identificar doenças associadas como alterações funcionais, sobrepeso, alergias e outras. Existe uma cirurgia anti-refluxo por vídeolaparoscopia, ou de forma convencional, que pode beneficiar muitos pacientes, especialmente os que não aderem ao uso contínuo do remédío e os mais jovens com lesões mais graves.

           Os pacientes com Esôfago de Barret, devem fazer endoscopia bianual para detectar pôr biópsias alterações displásicas grave ou câncer precoce do esôfago com chance ainda de cura pôr cirurgia radical (esofagectomia).

           Enquanto a úlcera e o câncer do estômago em todo o mundo está diminuindo, a DRGE está crescendo, já é o grande desafio da “Gastroenterologia” neste novo milênio e prevenir as complicações é a melhor medicina.